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Saldos 101: O que não comprar, consumismo e a minha visão


Olá! É oficial, estamos em época de saldos e a corrida aos preços baixos já começou. Se vos estivesse a escrever esta publicação há dois anos atrás, provavelmente o seu título seria "Saldos 101: O que comprar, os melhores achados e o meu haul", mas a minha visão em relação aos saldos mudou bastante desde que alterei a minha visão face ao que consumo e, por isso, a publicação de hoje teria de vir com um título diferente. Assim, e apesar de este não ser um autêntico boicote aos saldos, queria trazer-vos o outro lado desta época consumista: o lado de quem opta por não comprar. E porquê? Saberão tudo ao longo desta publicação.


Já foram vários os movimentos de boicote aos saldos com os quais tive a oportunidade de contactar desde que esta época se iniciou e, sabendo que cada um terá os seus motivos para apoiar o lado ideológico com que mais se identificar, senti necessidade de vos vir falar e, de certa forma, "justificar" os meus motivos para adotar esta posição. 

Em primeiro lugar, vamos falar sobre quem quer comprar, mas com moderação. Ou seja, o meio termo que comecei por adotar até chegar à publicação de hoje - e, sinceramente, um meio termo que apoio bastante para quem sente que ainda não consegue cortar pela raíz os pequenos impulsos consumistas. É que, após alguns anos de compras conscientes nos saldos, acabei por chegar à conclusão de que existem determinados tipos de peças que não valem a pena ser comprados nesta época:
  • As peças que compramos "por estarem tão mas tão baratas". São peças que, na sua maioria, acabam por ficar a ganhar pó no armário, dado que são compradas pela necessidade em sentirmos que o nosso dinheiro foi bem gasto, em vez de tentarmos preencher a necessidade das peças que sentimos falta ter no armário. 
  • As peças "parecidas ao que procurávamos". Por vezes, temos uma ideia de uma peça que queremos comprar, mas que não encontramos - é frustrante, mas bastante comum. E essa frustração leva-nos a comprar peças que se assemelham à ideia que tínhamos pensado, mas que, na realidade, não completam a 100% os requisitos da imagem criada na nossa cabeça. Resultado? Usamos uma vez, não gostamos e a peça é colocada a um canto, à espera do dia em que passemos a gostar dela.
  • As peças "que não gosto, mas que são tendência". Para que o nosso dinheiro não vá totalmente para o lixo, há muita gente que aproveita a época de saldos para comprar peças-tendência, mas que, na realidade, não vão ao encontro do seu gosto. Na maioria dos casos, essas peças acabam por não ser usadas, já que as compramos pela necessidade em pertencer ao grupo das pessoas que usam uma determinada peça e não por gostarmos verdadeiramente dela, e, aí, nem o desconto feito nos saldos compensa o dinheiro perdido. 
E falo de todas estas categorias, porque eu própria tenho exemplares de peças no meu armário que não uso e me arrependo de ter comprado, mas que adquiri por uma das frases acima referidas. No entanto, é óbvio que também tive a oportunidade de encontrar ótimos achados nos saldos - peças que uso regularmente e que valem cada cêntimo do preço (já baixo) que dei por elas. Daí a necessidade em colocarmos, face a cada compra, a questão essencial para compreendermos os nossos hábitos:

"Preciso mesmo disto ou simplesmente estou a alimentar o meu consumismo?"

É uma pergunta que parece tão simples de fazer, mas que demora bastante tempo até conseguirmos perceber o seu verdadeiro significado. E é exatamente por a minha resposta a esta pergunta ser "não, não preciso de nada" que estou a adotar uma posição de não comprar nada nestes saldos, pois, se o fizesse, estaria simplesmente a dar continuidade aos meus hábitos consumistas, em vez de os cortar pela raíz. 

Ou seja, estes são os meus motivos. E os vossos? Quais são? Estão a pensar ir aos saldos porque precisam de alguma peça no vosso armário? Ou simplesmente vão "ver o que encontram"? Respondam à pergunta essencial que vos deixei acima e depois tomem uma decisão consciente face às vossas compras. Por isso, como espero que tenham percebido, esta publicação não é uma forma de dissuadir ninguém de fazer uma visita aos saldos, mas sim uma maneira de vos aclarar a visão, de modo a que consigam perceber se essa visita se deve a uma necessidade real ou a uma necessidade imposta por estratégias de Marketing ou hábitos consumistas.

Sejam donos das vossas escolhas. Sejam conscientes das vossas verdadeiras necessidades. E não deixem que ninguém vos tire essa possibilidade de escolha, mesmo sem se aperceberem de que isso está a acontecer.

E, assim, dou por terminada a publicação de hoje, ansiosa por ver o vosso feedback nos comentários.

xoxo,



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8 comentários:

  1. obrigado :D

    A questão é mesmo essa: pergutarmo-nos se, efetivamente, precisamos da peça X!!

    NEW TIPS POST | SUMMER LEGS? YES, PLEASE! :O
    InstagramFacebook Official PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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    1. Se precisamos, faz todo o sentido comprá-la... Se não, bem, já sabemos o que fazer!
      Beijinhos

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  2. O que compro nos saldos são peças que ando a namorar há bastante tempo, mas que quero comprar com desconto e, por vezes até compro itens a pensar já na próxima estação.
    xoxo

    marisasclosetblog.com

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    1. É uma boa opção, pelo menos é um objetivo em mente com que vais aos saldos!
      Beijinhos

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  3. eu raramente compro roupa só porque sim, é mais quando preciso e tento o fazer sempre em alturas de saldos para não gastar tanto dinheiro :)mas vou focada no que vou comprar para não me perder lá no meio e não trazer coisas que não precise
    beijinho
    DREAMS OF A PRINCESS

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    1. Isso é mesmo o melhor! Quando ia os saldos, fazia exatamente os mesmos... Por vezes, até levava comigo uma listinha para não me esquecer de nada!
      Beijinhos

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Thank you so much!