In Personal

Quando Não te Sentes Bem, Muda



Olá! Podemos tirar uma pausa do mundo cor-de-rosa que as redes sociais nos fazem querer acreditar que existe (estou apenas a constatar um facto, também contribuo para isso) e falar de um assunto importante? Sempre acreditei que o M's Journal seria um apoio nas fases de sucesso, mas, acima de tudo, também nas fases mais complicadas... e é por isso que vos escrevo hoje. Queria contar-vos uma pequena história que se tem passado comigo nos últimos tempos, pois acredito que muitos de vocês aí desse lado estão a passar pelo mesmo, já passaram por algo semelhante, ou, muito provavelmente, irão sentir algo assim também. Mas, sem querer estar com grandes rodeios, vou passar para o que realmente interessa: o que é que se passou? Porque é que eu digo que preciso de mudar?


       Bem, quer tenha sido na minha TAG sobre morar sozinha ou até na publicação de Natal sobre como foi passar a época pré-natalícia longe de casa, devem ter reparado bem no ênfase que eu dei à forma como acreditava que tinha de ser EU a sentir-me em casa, esteja onde estivesse, no Porto ou em Leiria. De certa maneira, essa era a minha parte positiva a vir ao de cima, que me estava a tentar fazer ver que eu estava bem na casa onde estava (e, obviamente, aqui falo do Porto), que era eu que precisava de  me convencer que o problema estava na forma como me adaptei e não no ambiente que me rodeava. (Spoiler alert: bullshit).

       Chegadas as férias de Natal, vir para Leiria foi um alívio, pois já há algum tempo que não passava alguns dias num sítio onde me sentisse verdadeiramente confortável, tranquila, em casa. No entanto, eu vim para as férias de Natal com um pequeno bichinho na minha cabeça - uma conversa que tinha ouvido sobre um quarto "que ia ficar vago" e que andavam à procura "de alguém para o ocupar". Percebes que algo definitivamente não está bem quando todos os teus amigos apontam para ti como uma possível interessada nesse quarto - acho que todos sabiam que eu não me estava a sentir bem, menos eu própria. No entanto, os problemas que a minha cabeça criava eram imensos...

"Teria de me adaptar novamente."
"Fazer mudanças é uma carrada de trabalhos."
"Não preciso desta distração na época de exames."
"Consigo, sem problema, aguentar mais uns meses como estou."
"E a caução? Vou perder dinheiro."
"Talvez mude e acabe por ser tudo igual, o problema está em mim."

       E isto é só uma parte da turbulência que estava na minha cabeça no final de 2017.

       Foi preciso conversar com imensa gente que percebia melhor tudo o que se estava a passar comigo do que eu própria (e, obviamente, não irei falar pormenorizadamente sobre isso, não só por uma questão de privacidade como por uma questão de respeito) para me mentalizar de que a mudança era a única opção viável. O fim de 2017 foi mesmo um período complicado para mim, sentia-me perdida, sem saber qual o caminho certo e sem casa (literalmente). Tenho tantos projetos espetaculares para 2018 e não me conseguia animar com nenhum deles, pois sabia que, enquanto não organizasse a minha "casa", não seria capaz de avançar em mais nenhum ponto da minha vida.

       E por isso aqui estou eu... Umas semanas depois, já prestes a fazer a tão esperada mudança, decidi pôr cá para fora tudo o que tem andado às voltas dentro de mim, desde os últimos tempos. Acabei mesmo por perceber que, o facto de eu não me sentir bem, não tem de ser culpa da minha cabeça e essa deve ter sido a maior conquista de 2017 a nível pessoal. Mudar é difícil, claro que é! Mas é essencial ao nosso bem-estar e, apesar de exigir um grande esforço no momento, irá poupar-nos de situações de grande tristeza futuramente... Não pensem apenas na vossa felicidade a curto prazo, tomem atitudes que serão benéficas para o vosso bem-estar a longo prazo e, acima de tudo, pensem em vocês antes de pensarem nos outros. Logo, quando não te sentires bem, muda!

       Queria mesmo transmitir-vos esta ideia de que todos passamos por momentos difíceis, a vida não é só ter um feed bonito no Instagram, há muito mais para além do que vemos nos nossos ecrãs... por isso quis que o blog fosse um espaço verdadeiro, isto é, um espaço com altos e baixos, momentos bons e momentos maus, onde a nossa pequena comunidade se pudesse apoiar mutuamente. Se quiserem falar comigo pessoalmente e não se sentirem à vontade em partilhar os vossos problemas aqui, não se acanhem em me contactar!

xoxo,


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10 comentários:

  1. Olá Mariana. Revi-me muito neste texto. Durante o curso mudei 4 vezes de casa e nunca me arrependi. Pelo meio tive a experiência de morar uns meses numa residência e não me adaptei. Também cheguei a partilhar quarto. As minhas colegas de casa tornaram-se amigas para a vida toda (qual música da Carolina Deslandes xD)... Boa continuação de novas experiências :)

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    1. Andar sempre a trocar de casa é difícil, mas por vezes é necessário! Também gostava muito de ter uma relação assim, deve ser mesmo bom. Obrigada, beijinhos

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  2. beautiful blog! I really like how you write
    and what you give photos. wonderful!
    I have a question, you will agree to follow for follow?
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    Greetings from Poland!
    ayuna-chan.blogspot.com

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  3. Obrigada pela tua partilha. Sou da mesma opinião que tu e penso que tomaria a mesma atitude. Se não estás bem, muda. Nem mais.

    Beijinho
    doce-branca.blogspot.pt

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  4. Para quer fica no lugar que não esta bem, é melhor musa,
    obrigado pela visita.
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
    Canal: https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

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  5. Adorei ler o texto.
    A verdade é mesmo que nem tudo são rosas. Para mim este não é um tema muito fácil, apesar de já estar no 2º ano. Não há conforto que se compare com o da nossa casa :)

    Beijinhos!
    MESSY GAZING

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    1. É verdade, home will be home... Mas há que saber adaptarmo-nos às situações! Ainda bem que gostaste. Beijinhos

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Thank you so much!